Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Da edição semanal do Expresso para o formato podcast. A opinião de Miguel Sousa Tavares, de viva voz, todas as sextas-feiras à tarde. Com um tema extra, improvisado, para descobrir na parte final de cada episódio

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Résumé de l'épisode

Este episódio explora a reabilitação da política industrial como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento económico, abordando as suas causas geopolíticas, climáticas e a necessidade de transformação das estruturas produtivas. Através de uma análise comparativa entre modelos de sucesso, como os Estados Unidos, Coreia do Sul e China, e os desafios enfrentados por Portugal e pela União Europeia, discute-se o papel fundamental do Estado na coordenação de investimentos e na redução da incerteza. A discussão aprofunda a distinção entre políticas horizontais e direcionais, criticando a ideia de neutralidade absoluta e enfatizando a importância de uma administração pública competente e capaz de fomentar ecossistemas de inovação. O debate aborda ainda os riscos da dependência de setores de baixo valor acrescentado e a necessidade de um projeto nacional que equilibre a integração europeia com a soberania económica e o desenvolvimento de capacidades tecnológicas.

Chapitres

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Moments clés

A verdade é que a desculpa de que eu só vou adotar estas políticas horizontais porque elas são neutrais é uma péssima desculpa. Quem usa este argumento ou é ignorante ou é cínico.

00:17:39 · O orador critica a ideia de que políticas horizontais não envolvem escolhas políticas, pois seus efeitos práticos são inerentemente assimétricos.

a grande diferença que o Estado faz é resolver problemas associados à coordenação e problemas associados à incerteza.

00:33:32 · O orador explica a função essencial da intervenção estatal na economia para viabilizar novos setores.

é um erro político muito grande para o futuro do nosso país dizer, ok, nós vamos ceder mais soberania com a esperança de que um dia haja mecanismos de transferência orçamental.

01:07:07 · O convidado critica a estratégia de abdicar de autonomia nacional à espera de benefícios financeiros da União Europeia.

uma das magias que os Estados Unidos conseguiram fazer no pós-segunda guerra foi encontrar mecanismos institucionais, muitos deles financiados por entidades públicas, para transformar tecnologias e soluções que foram criadas para fins militares, transformá-las em fins civis.

01:23:03 · O texto explica como a inovação civil americana derivou de investimentos públicos em tecnologia militar.

Transformação económica é essencialmente uma história de transformação das estruturas produtivas e das capacidades produtivas.

02:07:30 · O interlocutor define o verdadeiro significado de crescimento económico para além dos indicadores macroeconómicos tradicionais.

Épisodes

221-

Sugestão de Verão: Ricardo Paes Mamede e política industrial, o tabu que voltou ao centro do debate económico

Este episódio explora a reabilitação da política industrial como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento económico, abordando as suas causas geopolíticas, climáticas e a necessidade de transformação das estruturas produtivas. Através de uma análise comparativa entre modelos de sucesso, como os Estados Unidos, Coreia do Sul e China, e os desafios enfrentados por Portugal e pela União Europeia, discute-se o papel fundamental do Estado na coordenação de investimentos e na redução da incerteza. A discussão aprofunda a distinção entre políticas horizontais e direcionais, criticando a ideia de neutralidade absoluta e enfatizando a importância de uma administração pública competente e capaz de fomentar ecossistemas de inovação. O debate aborda ainda os riscos da dependência de setores de baixo valor acrescentado e a necessidade de um projeto nacional que equilibre a integração europeia com a soberania económica e o desenvolvimento de capacidades tecnológicas.

26 août 2026
220-

Comissão Política. Sherlock Montenegro confia ou desconfia de Luís Neves?

O episódio debate a auditoria à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária e as suas implicações políticas, questionando se a iniciativa visa proteger a instituição ou esvaziar a Comissão Parlamentar de Inquérito. Discute-se também o impacto das polémicas éticas no Ministro da Administração Interna e a postura do Primeiro-Ministro Luís Montenegro. A discussão aborda ainda o silêncio do Presidente da República perante crises éticas governativas e as estratégias de comunicação política. O episódio encerra com um momento mais leve, partilhando memórias pessoais, planos de férias e recomendações culturais.

11 août 2026
219-

Sugestão de Verão: Pedro Bingre do Amaral e as verdadeiras causas dos incêndios florestais

Neste episódio, José Maria Pimentel e Pedro Bingre do Amaral analisam as causas estruturais dos incêndios florestais em Portugal, explorando como a transição de uma economia agro-pastoril para um modelo urbano e o abandono do território criaram um excesso de combustível inflamável. A conversa percorre a evolução histórica da paisagem portuguesa, desde o impacto da tecnologia do ferro até à introdução de espécies pirofíticas e ao desinvestimento público nos serviços florestais. A discussão aborda soluções complexas que vão além do combate direto, propondo reformas fiscais baseadas no georgismo para incentivar a produtividade do solo e a resolução de problemas de propriedade, como heranças não resolvidas. O debate conclui com a necessidade urgente de um novo ordenamento do território que promova a regeneração de bosques autóctones e uma gestão florestal sustentável e resiliente às alterações climáticas.

12 août 2026
218-

Comissão Política: “Luís Neves contribuiu com o seu silêncio para esta fogueira” (e os livros das nossas férias)

O episódio analisa as controvérsias em torno do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o impacto das investigações criminais na estabilidade do governo de Luís Montenegro. Discutem-se as pressões políticas, a postura do Primeiro-Ministro face a possíveis remodelações ministeriais e a relação entre o Governo e o Presidente da República. A análise aborda ainda a instabilidade política em Portugal e a incerteza sobre a duração da atual legislatura, encerrando com um momento de descontração sobre planos de férias e recomendações literárias.

27 juil. 2026
217-

Montenegro “tem todas as razões” para manter a confiança em Luís Neves, as consequências que a CPI pode ter na PJ e as dúvidas no negócio das fragatas: “Porquê a pressa”?

O episódio aborda a crise climática e o desinvestimento na prevenção de incêndios, comparando-o ao aumento do gasto militar na Europa e questionando a transparência em contratos de defesa. Discute também o papel dos influenciadores digitais na propaganda política. Adicionalmente, debate as controvérsias em torno do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, abordando investigações sobre obras e o impacto político de uma possível CPI, bem como as motivações por trás das recentes denúncias.

30 juil. 2026