Eixo do Mal

Eixo do Mal

A atualidade política, social e cultural do país e um ou outro assunto sério. Com Aurélio Gomes, Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes

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Résumé de l'épisode

Nesta entrevista, Daniel Oliveira e o ativista Luati discutem a complexa realidade política de Angola, abordando a transição do hip-hop para o ativismo e a continuidade das estruturas de poder após a mudança de presidência. O debate explora como a economia extrativista alimenta a desigualdade social e mantém uma elite económica que não investe no desenvolvimento nacional. A conversa detalha as irregularidades no processo eleitoral, os desafios da fiscalização fora de Luanda e o papel de empresas tecnológicas na opacidade dos resultados. Por fim, analisa-se o cenário de tensão social, a ascensão da UNITA entre os jovens e as implicações diplomáticas e de corrupção que ligam as elites de Portugal e Angola.

Chapitres

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Moments clés

Famílias privilegiadas criam bolhas que acham que ser de proteção, que nos escudam da realidade e que dificultam essa compreensão da realidade

00:05:40 · Luati explica como a sua origem privilegiada inicialmente o isolava da realidade vivida pelos angolanos nos bairros periféricos.

O sistema é uma camisa de forças. E quem tem telhados de vidro, se não os parte ele próprio e não os quer partidos, não vai conseguir fazer as reformas que tem que fazer.

00:10:52 · O convidado reflete sobre a dificuldade de implementar mudanças estruturais num regime que protege os seus próprios interesses.

Uma economia extrativista nunca é uma economia democrática, isso não é possível.

00:13:08 · O ativista estabelece uma relação direta entre o modelo económico de exploração de recursos e a impossibilidade de democracia real.

Ouvi aqui em Luanda uma expressão que gostei, que isto é uma democracia de asfalto. Ela existe no centro da cidade, nos circuitos mais visíveis, com liberdade de imprensa em jornais que quase ninguém lê, liberdade de expressão de vozes que não saem da bolha, tudo longe da periferia urbana e das províncias.

00:17:41 · A expressão é utilizada para descrever a limitação da democracia angolana apenas às áreas urbanas centrais.

a complicidade é mais do que evidente até me lembro de uma fotografia que o António Costa aceitou tirar com camisola do MPLA

01:08:16 · O locutor utiliza um exemplo visual para ilustrar a proximidade e a complacência política entre as elites de Portugal e Angola.

Épisodes

491-

Sugestão de Verão: Daniel Oliveira conversa com Luaty Beirão, em Luanda. Como pode Angola sair do ciclo de opressão e corrupção? [julho de 2026]

Nesta entrevista, Daniel Oliveira e o ativista Luati discutem a complexa realidade política de Angola, abordando a transição do hip-hop para o ativismo e a continuidade das estruturas de poder após a mudança de presidência. O debate explora como a economia extrativista alimenta a desigualdade social e mantém uma elite económica que não investe no desenvolvimento nacional. A conversa detalha as irregularidades no processo eleitoral, os desafios da fiscalização fora de Luanda e o papel de empresas tecnológicas na opacidade dos resultados. Por fim, analisa-se o cenário de tensão social, a ascensão da UNITA entre os jovens e as implicações diplomáticas e de corrupção que ligam as elites de Portugal e Angola.

21 août 2026
490-

Sugestão de Verão: Daniel Oliveira conversa com Ricardo Dias Felner. E se a cozinha portuguesa não for assim tão boa? [dezembro de 2024]

O apresentador Daniel Oliveira recebe o jornalista gastronómico Ricardo Dias Fellner para uma análise profunda sobre a perceção e os desafios da cozinha portuguesa. A conversa explora desde as críticas internacionais à suposta insipidez da nossa gastronomia até ao impacto de fatores como o uso do umami e o consumo de ultraprocessados na educação do paladar. O debate aborda a crise de identidade causada pela globalização, a falta de estratégias de promoção institucional e a necessidade de valorizar a herança cultural, como a influência árabe. Os interlocutores refletem sobre como Portugal pode modernizar a sua gastronomia e investir em educação e hotelaria sem perder a essência e a qualidade dos seus produtos autênticos.

14 août 2026
489-

Sugestão de Verão: Daniel Oliveira conversa com Sara Rocha, da Voz do Autista. O que é ser autista? [junho de 2023]

Neste episódio, Daniel Oliveira e Sara Rocha exploram a realidade do autismo, desmistificando a ideia de que se trata de uma doença e abordando o processamento sensorial diferenciado. A conversa percorre desde o papel vital de cães de assistência até as barreiras sociais e médicas que dificultam o diagnóstico, especialmente em mulheres devido ao 'masking' e vieses de género. A discussão avança para temas críticos como a teoria da dupla empatia, os perigos da contenção física e o histórico de abusos de direitos humanos contra pessoas com deficiência. Por fim, aborda-se a invisibilidade dos adultos autistas, a validade do autodiagnóstico e a urgência de adaptações razoáveis no mercado de trabalho e na educação para promover uma verdadeira inclusão.

07 août 2026
488-

Watergate à portuguesa ou encenação 'à la' Chega?

O episódio debate o alegado assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento, analisando se o incidente é um crime real ou uma encenação política e as implicações para a confiança nas instituições. A discussão aborda a degradação do discurso político em Portugal e a normalização de irregularidades. Os interlocutores criticam a ética de Luís Montenegro e as polémicas envolvendo a gestão de resíduos perigosos pela Polícia Judiciária. O debate estende-se ainda ao uso de influenciadores como estratégia de propaganda, à crise de mão de obra em setores económicos portugueses e às consequências da informalidade no poder.

31 juil. 2026
487-

Um ministro da Administração Interna debaixo de fogo, não fosse esta a época dos incêndios

O episódio aborda as graves irregularidades envolvendo o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, focando na quebra de custódia de materiais perigosos e nos riscos da informalidade nas instituições de justiça. O debate estende-se à gestão do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, criticando a sua atuação perante erros em exames nacionais e a crise no ensino superior. A discussão analisa como estas condutas comprometem a confiança no Estado e conclui com uma homenagem emocional ao falecimento do músico Luís Represas, refletindo sobre o seu impacto cultural e pessoal.

24 juil. 2026